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segunda-feira, 21 de outubro de 2024


Poéticas de encontro com o “Outro” na cidade do Rio de Janeiro

Ana Prado
Programa de Pós-graduação em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro


1. Introdução

Este trabalho objetiva analisar as manifestações artísticas em formato de lambe lambe, fundamentados como experiência urbana de alteridade, a partir das ideias da Paola Berenstein Jacques e do conceito de alteridade elaborado pelos filósofos Martin Buber (1878-1965) e Emmanuel Lévinas (1906-1995). A ideia é analisar o que designamos como Grafite Literário (GL), escritos, textos e ou poemas nos muros da cidade do Rio de Janeiro, sob a luz desses conceitos, para compreender os discursos e narrativas elaborados pelos artistas no espaço urbano.
Consideramos a experiência urbana de alteridade, como uma valorização da alteridade urbana, onde o Outro adquire maior relevância, frente ao choque metropolitano pelos quais os citadinos são expostos na cidade contemporânea, “numa anestésica contemplação da imagem publicitária, própria da cidade–espetáculo, como diria Guy Debord” (JACQUES, 2012, p. 12-13). Paola argumenta que o Outro urbano resiste e explicita conflitos:

[...] do Outro urbano que resiste à pacificação e desafia a construção desses pseudos consensos publicitários. São esses vários outros que por sua simples presença e prática cotidiana, explicitam conflitos e provocam dissensos, aquele que Milton Santos chamou de Homens Lentos [...] Sobretudo os habitantes das zonas opacas da cidade, dos espaços do aproximativo e da criatividade”, como dizia Milton Santos (JACQUES, 2012, p. 15).

O filósofo Martin Buber argumenta a alteridade como uma vivência de “encontro dialógico”, numa transição do Eu-Isso para o Eu-Tu (ZUBEN, 2008, p.89). Emmanuel Lévinas define alteridade como a capacidade de se colocar no lugar do outro, de acolhimento pela face do outro, de forma responsável, tornando a ética como a filosofia primeira. (SILVA, 2017). O pensamento desses filósofos é marcado pelo contexto histórico atribulado na Europa, primeira e segunda grande guerra mundial, numa perspectiva social em busca de uma saída do “eu em si mesmo”, para uma reflexão dialogal com o outro. Passado meio século, seus pensamentos ainda nos iluminam, na tentativa de dar sentido a essas práticas no contexto urbano, reflexo das condições sócio políticas da cidade contemporânea.

Sob esse olhar vamos analisar alguns GLs encontrados na cidade do Rio de Janeiro, como referencial para entender as ideias e as dinâmicas dos artistas que praticam essas experiências urbanas na cidade.


2. A poética na cidade

São muitas as questões e abordagens que os artistas exploram ao desenvolverem suas mensagens em forma de GL, muitas vezes em formato de lambe lambe, stencil, pintura, reprografia etc. Os discursos e narrativas podem expressar uma linguagem poética ou politica de posicionamentos frente as lutas sociais. 

Um exemplo é o conjunto de GLs da Figura 1 - “Quem matou Marielle”, “Futuro Feminista”, “A desconstrução do patriarcado”, “Ele Não”, “Me too”, “Aborto Legal Já” - Rua Pascoal Carlos Magno – Santa Teresa (autor anônimo), que trata das questões dos movimentos feministas e da situação das mulheres nos dias atuais. As imagens são contundentes em forma de reprodução reprográfica, com montagens de textos e intervenções que exploram os significados, e a insatisfação com relação como a mulher é tratada na nossa sociedade. Observa-se que questões sobre aborto, o assassinato da Marielle, luta contra o patriarcado e a frase famosa na campanha para presidente em 2018 “Ele não”, que representam posições contra a postura machista e autoritária do atual presidente Jair Bolsonaro, nos diz muito da condição das políticas públicas que desde então vem sendo aplicada no Brasil. 



Figura 1. Conjunto de GLs – “Quem matou Marielle”, “Futuro Feminista”, “A desconstrução do patriarcado”, “Ele Não”, “Me too”, “Aborto Legal Já” - Rua Pascoal Carlos Magno – Santa Teresa
Fonte: Autor da foto Ana Prado 17/05/2019



Esta situação fica clara, quando recentemente em 2021 a ONU MULHERES comunicou que o Brasil se recusou a participar do Forum Generation Equality, que começou em março no México, e na sua segunda etapa, deu continuidade entre os dias 30 de junho e 02 de julho de 2021 em Paris. O evento que reuniu lideranças internacionais teve o objetivo de firmar uma agenda de combate à desigualdade de gênero para os próximos cinco anos, conforme destaca a reportagem do Jornal Poder 360o  . Nos parece que isso denota claramente a crise que estamos vivendo em todos os níveis, e não poderia ser diferente em relação às questões de gênero e da mulher. Existe um forte movimento em várias frentes, ongs, associações, partidos políticos que tem se esforçado para atuar e difundir o grave problema social que envolve questões de trabalho, discriminação, feminicídio que afetam as mulheres. Cada um desses GLs discute uma pauta, uma determinada frente de luta, que sem dúvida se incorpora as orientações definidas pelo fórum:

Com base nos princípios dos direitos humanos e por meio de um processo baseado em dados de consulta com grupos feministas internacionais, organizações ativistas de base, governos e outras parcerias, os temas selecionados para as Coalizões de Ação da Geração são:
-Violência baseada em gênero.
-Justiça econômica e direitos.
-Autonomia corporal e saúde e direitos sexuais e reprodutivos (SRHR).
-Ação feminista pela justiça climática.
-Tecnologia e inovação para a igualdade de gênero.
-Movimentos e liderança feministas (ONU Mulheres, 2021)

Neste sentido esses GLs são representações dessa luta, frente aos desejos e sonhos de uma condição de vida melhor e mais digna para as mulheres do nossos país.
Outro GL que trata dessa temática da mulher, Figura 2 – “Toda mulher é uma revolução” é um trabalho desenvolvido pelo coletivo Tupinambá Lambido que atua com intervenções artísticas em lambes / cartazes de grandes formatos. O processo de criação, cujo padrão de colagem em série, colocados lado a lado, reforça a imagem na totalidade do trabalho e na mensagem. Se trata de uma imagem com texto que reforça o feminino, quando usa o formato do seio com uma gota de leite sendo derramada. Exalta a potência que o corpo tem, ao ser responsável pelo nascimento de uma nova vida, que garante a nossa existência e ao mesmo tempo, a responsabilidade de cuidar do outro, com força e vontade expressa na mão fechada. 
Laura Burocco em seu artigo sobre o Tupinambá Lambido diz que o coletivo busca interagir no inconsciente fragilizado das pessoas que circulam no território da cidade, mais do que se colocar num território fragilizado. Ainda segundo Laura, os textos dos cartazes não são subjetivos, são textos de uma leitura básica, direta, que qualquer pessoa na rua possa se identificar. Percebe-se também uma vontade de estar juntos, por uma prática de cuidado coletivo (BUROCCO, 2019, p. 180).


Figura 2.  Tupinambá Lambido – Toda mulher é uma revolução – Metrô Botafogo
Fonte: Autor da foto Ana Prado 29/10/2019


Sob outra perspectiva, mas também com sentido revolucionário, alguns artistas exploram a poesia para manifestar suas emoções e instigar reflexões nas caminhadas pela cidade. O poeta e motoboy Jaime Filho (@epifania literária), nos mostra conforme Figura 3, quatro versos - “Só por hoje eu não choro nunca mais”; “No sal do teu suor eu mato a minha de (a)mar”; “Amor tece dores”; “Fosse fácil voar eu voava”, uma poesia que dialoga com ideias sobre como ele percebe seus sentimentos, deixando nos muros e paredes uma série de reflexões que convida o transeunte a compartilhar com ele suas emoções e sentidos de estar e viver. Em entrevista a essa pesquisadora, Jaime Filho diz que prefere colar seus poemas em prédios mais modernos, lugares mais nobres, mas também em muros degradados, e em locais de maior fluxo de pessoas no centro da cidade. Ele também diz que, depois de colados, os poemas não são mais seus são de todos. Em suas reflexões Jaime afirma que seus poemas são a melhor parte dele, pura poesia que cada leitor interpreta da maneira que sente na hora do encontro, pois cada poema colado na rua tem seu leitor predestinado e hora exata para esse encontro.


Figura 3.  Jaime Filho – Só por hoje” eu não choro nunca mais; No sal do teu suor eu mato a minha de (a)mar; Amor tece dores; Fosse fácil voar eu voava. Rua do Riachuelo – Centro, RJ.
Fonte: Foto cedida pelo autor Jaime Filho 

Ficamos a pensar, num universo de sensações e percepções que nos aproxima do artista, com suas imperfeições e dores, mas também de encontro com algo que nos torna em unidade, porque todos nós entendemos perfeitamente o significado intrínseco, dos poemas visuais “Fosse fácil voar eu voava”, “Quem matou Marielle”, ou “Toda mulher é uma revolução”.

3. Alteridade Urbana

O deslocamento do sujeito das velhas identidades para o sujeito moderno, em detrimento do sujeito unificado, desencadeia o que Stuart Hall chama de "crise de identidade", sendo visto como um processo de mudança que desloca as estruturas centrais da sociedade e abala as antigas referências que davam ao indivíduo ancoragem estável no mundo social (HALL, 2008, p. 7). 

Nessa perspectiva, Hall afirma que a identidade é formada ao longo do tempo em processos inconscientes, e não algo inato existente dentro da nossa consciência. Ele argumenta da falta de inteireza que é preenchida a partir do nosso exterior pelas formas com que imaginamos sermos vistos pelo outro (HALL, 2008, pp. 38-39). De certa maneira, estamos o tempo todo buscando uma inteireza, um significado estável da nossa identidade, mas ela está constantemente perturbada pelas diferenças, subvertendo nossas tentativas de criar mundos fixos e estáveis (HALL, 2008, p. 41).

As teorias sociais não dão conta de explicar as profundas transformações na nossa sociedade e não alteram seus discursos. Através da cultura como conhecimento, pensamento e consciência, o indivíduo tem a possibilidade de vivenciar e experimentar as diferenças e consequentemente os diferentes saberes, compartilhando com o outro suas experiências. Trata-se, como diz Hall, de se pensar a cultura, não no sentido unificado, mas como dispositivo discursivo que representa a diferença como unidade ou identidade (HALL, 2008, pp. 61-62).
Isso nos leva a pensar nas tantas manifestações que emanam na cidade, como parte dessa cultura discursiva e que fazem parte das nossas experiências no espaço urbano. Ao transitar pela questão das experiências, Paola Berenstein Jacques ao refletir sobre o pensamento de Walter Benjamin, e o significado da palavra experiência, nos diz que existem dois tipos de experiência, a ser entendida a partir do alemão: Erlebnis, a vivência, o acontecimento, uma experiência do sensível, individual, e outra Erfahrung, a experiência maturada, transmitida, coletiva. Ainda segundo Paola, ao citar Jeanne Marie Gagnebin, estudiosa de Walter Benjamin, a etimologia da palavra Erfahrung, do radical fahr tem o sentido de percorrer, atravessar uma região durante uma viagem, portanto esse tipo de experiência também estaria ligado à ideia de percurso, da experiência de percorrer e assim da própria ideia de errância (JACQUES, 2012, p.18-19).


Os errantes são aqueles que realizam errâncias urbanas, experiências urbanas específicas, como possibilidade de crítica, resistência ou insurgência contra a ideia de empobrecimento, perda ou destruição da experiência a partir da modernidade (JACQUES, 2012, p.19).


 Neste sentido, pode-se pensar que as experiências de errâncias na cidade, errâncias urbanas são possibilidades de experiências de alteridade urbana, que é transmitida pelos errantes, através de narrativas errantes (JACQUES, 2012, p. 20). Ao tratarmos os GLs como uma manifestação artística nos muros da cidade, nos parece adequado dizer que estes são uma experiência de alteridade urbana, com suas insurgências, que se revelam pelas errâncias dos artistas na cidade. 

Ao analisarmos os GLs das Figuras 1, Figura 2 e Figura 3, quando abordam aspectos sócio políticos e poéticos a partir dessas experiências urbana de alteridade, isso nos leva a fazer as seguintes perguntas: os GLs não seriam um "esforço de posicionamento do individuo frente a esse sistema global complexo", ou seja, uma tentativa de encontrar um lugar de afeto na cidade? Em sendo uma manifestação artística na cidade, o artista, como um errante, sua estrutura emocional, seus posicionamentos políticos e todo o seu processo criativo não estariam moldando um estado de ser, e uma constante reflexão ativando percepções outras do sensível?

Nos parece que sim! E isto acompanha o que vem acontecendo com a arte desde o século passado, a qual assume novos papéis sociais, numa dinâmica de participação ativa do espectador, que congrega uma aproximação do artista com o Outro na cidade.

Essa afirmação pode ser verificada ao entendermos a alteridade como um pensamento que vem permeando a filosofia contemporânea, que segundo por Emmanuel Lévinas se traduz como uma saída para a impessoalidade do simplesmente Ser. Que busca atravessar a superação da totalidade e do egoísmo do eu-em-si-mesmo, culminando na responsabilidade incondicional pelo Outro, que deve ser substituído ao Eu, e que se torna um instrumento de crítica social como uma nova forma de resgate da humanidade. Lévinas ainda diz, “que é na relação pessoal, do eu ao outro, que o acontecimento ético, caridade e misericórdia, generosidade e obediência, ajuda a conduzir além, ou eleva acima dos ser” (LÉVINAS, 1997, p. 269).

A cultura moderna é uma cultura de subjetividade, do eu e do ego, e este tem grande privilégio – eu mesmo, a minha identidade, vivemos uma espécie de narcisismo, de egoísmo, uma exacerbação do sujeito, do eu, e que isso leva a um certo distanciamento do Outro e de perceber a possibilidade de sua existência segundo Franklin Leopoldo e Silva . Voltado para si mesmo o outro parece longínquo; isto tem a ver como nós entendemos a consciência de si (consciência de mim) (SILVA, 2017).

Segundo Martin Buber essa consciência de si deriva da filosofia clássica que colocou o ego, o sujeito, como realidade principal, afastando o Outro; ou seja, eu tenho consciência de mim, porque estou em mim, para que eu tenha consciência do outro, eu teria que estar no outro – isso tornou-se um problema ético – porque só tenho consciência de mim, cuido apenas da minha subjetividade. Esse é o estilo da nossa civilização e cultura baseada na individuação.

Continuando a refletir sobre o conceito de alteridade, um outro aspecto a ser considerado é do homem como um ser de “relação”, em que ele se reconhece a partir do outro (BUBER, 2009, p. 27). Newton Aquiles Von Zuben, na introdução da obra Eu e Tu, de Martin Buber, diz que o fenômeno da relação descrito por ele se constitui do emprego de vários termos: diálogo, relação essencial, encontro. Ele afirma que relação e encontro têm sentidos distintos: o encontro é algo atual, um evento que acontece atualmente. A relação engloba o encontro, abre a possibilidade da latência e possibilita um encontro dialógico sempre novo (BUBER, 2009, p. 27).

Buber estabelece na relação do Eu e Tu, o intervalo que existe "entre", e que envolve os dois polos. Assim, para Buber, o "entre" permitirá como chave epistemológica, abordar o homem na sua dialogicidade, e só no encontro dialógico é que se revela a totalidade do homem (BUBER, 2009, p.28).

Martin Buber ainda percebe, que uma das manifestações antropológicas mais concretas da existência na esfera "entre", é o fenômeno da “resposta”. Para ele nesta interação, a “resposta pode ser amor, o amor não como possuído pelo Eu, não como sentimentos, pois este o homem já os tem, mas o “amor” como algo que acontece entre dois seres, além do Eu e aquém do Tu, na esfera “entre” os dois”. (BUBER, 2009, p.33).

Alteridade urbana pensada sob esses conceitos busca esse deslocamento do eu – por mim mesmo, desse estado narcísico e de egoísmo para a possibilidade de encontro com o outro, o Eu e Tu, numa responsabilidade ética, preservando as individualidades e diferenças, mas numa comunicação dialógica. Neste sentido, os GLs trazidos como exemplo neste artigo, neste diálogo visual e de escrita na pele dos muros da cidade, contribuem para umaconsciência de valorização do outro, iluminando com seus textos e reflexões as condições sociopolíticas, em que o espaço urbano e a vida do citadino está imersa na contemporaneidade.

5. A poesia continua...

O espaço urbano inserido nesse contexto dialógico, num esforço em se constituir pessoas responsáveis e de encontros, está intrinsecamente ligado ao conceito de sociedade. A concepção do espaço como produto social, não como objeto, mas como um conjunto de relações, ou seja, não concebido como passivo ou vazio, é que formula uma interação e intervém na própria produção, organizando o trabalho produtivo, os fluxos de matérias primas e de energias, numa grande rede de distribuição (LEFEBVRE, 2000, p. 7), que atravessa os tempos. 

Os GLs são parte desse produto social, e como tal estabelece relações e diálogos que percorrem a história das cidades. Destacamos que o hábito de inscrever sobre os muros através de pintura, desenhos, escritos em lugares de convivências, faz parte da história do homem. Percorrendo esse pensamento, percebemos que na fruição do artista nas transformações políticas, sociais e culturais, no processo da contemporaneidade, o mesmo se abre para uma visão de interação com o outro, penetrando mais ativamente no diálogo consigo mesmo, com o outro e com esse descentramento do ego, contribuindo para um campo mais ampliado da nossa existência. 

Como diz David Harvey, “a cidade que queremos é inseparável da pessoa que desejamos ser”, se assim o é, a experiência da alteridade urbana compartilha nossos desejos, sendo reveladora do que queremos ser. No desejo estabelecemos um lugar “entre” o Eu e Tu, entre o Eu e o Outro, de forma que o “entre” conduz o homem à realização da vida dialógica, ou seja, numa existência fundada no diálogo e no amor.

Referências bibliográficas

BUBER, M. Eu e Tu. São Paulo: Centauro Editora, 2017.

BUROCCO, L. Atrocidades Maravilhosas e Tupinambá Lambido: ocupações imagéticas na cidade do Rio de Janeiro entre Afeto Política e Arte. Rio de Janeiro: PÓS: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG. v.9, n.18: nov.2019. Disponível em: https://eba.ufmg.br/revistapos Acesso em 20 maio 2021.

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: Ed. Dp&A, 1992.

HARVEY, D. O Direito à cidade. Revista Eletrônica Lutas Sociais, 2012 n.29. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/ls/article/view/18497/13692 .Acesso em 11 mar 2020

JACQUES, P. B. Elogio aos Errantes. Salvador: Ed. EDUFBA, 2012.

LÉVINAS, E. Entre nós – ensaios sobre alteridade. Petrópolis: Editora Vozes, 1997. Disponível em:

<https://www.academia.edu/39061835/Entre_nos_ensaios_sobre_a_alteridade_emmanuel_levinas> Acesso em: 8 nov. 2020.

SILVA, F. L. Lévinas: ego e distanciamento. Entrevista concedida em vídeo e publicada 25 de abril de 2017, no site da Casa do Saber. 

Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=uxWBzOVQ6-o .Acesso em: 20 jun. 2020.


Artigo publicado no Congresso Scientiarum XIV em 2021.


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